Na Oktoberfest de Igrejinha, o voluntariado é um legado passado de pai para filho
Em sua 36ª edição,
maior festa comunitária do Brasil mantém viva a tradição de doar tempo e
trabalho à comunidade
Toda família carrega tradições
que atravessam o tempo. Pode ser uma receita especial, um jeito de contar
histórias ou um gesto repetido com afeto. Em Igrejinha, um dos legados mais
marcantes é o do voluntariado, compromisso passado de pai para filho que se
renova a cada edição da Oktoberfest. Em 2025, a festa celebra esse espírito com
o tema “Legado de Amor e Tradição”, mostrando que o envolvimento da
comunidade vai muito além da programação. Entre tantas histórias que ilustram
esse sentimento, está a do presidente da Associação de Amigos da Oktoberfest de
Igrejinha (AMIFEST), Falcon Luiz Jost, e de seu pai, Sérgio Jost, que
compartilham há mais de duas décadas o mesmo amor e dedicação.
“É muito gratificante poder estar
ao lado do meu pai nesta experiência que é única, contribuindo com o nosso
trabalho para a comunidade de Igrejinha e região. Apesar de sempre termos
atuado em setores diferentes, guardo com carinho as lembranças da infância,
como os desfiles oficiais, que sempre participávamos juntos”, conta Falcon. Com
uma trajetória que se entrelaça com a do pai, ele participa da festa desde
cedo, quando integrava o Grupo de Danças Kirchleinburg e atuava em atividades
culturais, como apresentações e jogos germânicos. Oficialmente, soma 18 anos de
voluntariado, além da vivência que antecedeu esse período.
Já Sérgio Jost esteve presente
desde a 1ª edição da Oktoberfest, quando ajudava a montar as flores da
decoração no ginásio. Como voluntário, tem duas décadas de atuação direta e
carrega o orgulho de ter inspirado o filho a seguir o mesmo caminho. “Ver meu
filho na presidência de uma festa tão importante para a cidade e região é um
misto de sentimentos. Em um primeiro momento, senti apreensão pela
responsabilidade. Agora, me enche de orgulho e alegria”, revela.
Para ele, a festa representa um
resgate da cultura local e é essencial para manter viva a identidade germânica:
“sem a Oktoberfest, muitos elementos da cultura, como os trajes típicos e as
bandas, já teriam se perdido. Igrejinha é referência quando se fala em
voluntariado. Isso está nas comunidades, nas escolas, nas entidades com seus
estandes, nos grupos que se unem para fazer a festa acontecer. Todos pegam
junto, de alguma forma”, ressalta.
É com esse mesmo sentimento que
Falcon vê o voluntariado como parte do DNA igrejinhense, além de um valor
familiar que molda sua visão de mundo. “Muitos sentimentos vêm à tona quando
falo do meu pai e da Oktoberfest. A resiliência, o pertencimento e o amor ao
trabalho sempre estiveram presentes na nossa história”, destaca. Por conta
disso, para ele, o maior ensinamento transmitido pelo pai é o exemplo. “Como
diz o ditado: a palavra convence, mas o exemplo arrasta. Assim enxergo essa
bonita tradição passada de pai para filho que temos na festa. Ela movimenta
grupos, associações e corações em torno de um objetivo comum: trazer benefícios
para a comunidade e manter vivo o legado deixado pelos nossos antepassados, que
acreditavam profundamente no poder da união”, finaliza.
Voluntariado
faz parte da essência da Oktoberfest de Igrejinha
Com mais de 3 mil voluntários
atuando em diferentes frentes, a Oktoberfest de Igrejinha é reconhecida como a
maior festa comunitária do Brasil. Da organização, que ocorre ao longo do ano,
à atuação direta durante o evento, o trabalho é movido por um único propósito:
celebrar a cultura local e transformar esse esforço em benefícios concretos
para a comunidade.
O resultado financeiro da festa é
revertido para entidades de Igrejinha e municípios vizinhos, promovendo avanços
nas áreas da saúde, educação e segurança. Desde sua primeira edição, em 1988,
mais de R$ 28 milhões já foram destinados à coletividade, impactando vidas e
impulsionando o desenvolvimento social de toda a região.























